Qlik Sense e QlikView
Do script de carga até o app publicado. Trabalhamos as duas plataformas por inteiro inclusive as instalações antigas que ninguém quer mais tocar.
Falar com um especialistaQuem tem Qlik raramente quer sair dele.
O Qlik costuma chegar até nós por um de dois caminhos. Ou a empresa investiu nele anos atrás, o consultor que montou tudo saiu, e agora ninguém entende o script de carga que sustenta a operação. Ou o modelo associativo é exatamente o que o negócio precisa, e a discussão é como extrair mais dele.
Nos dois casos o trabalho é o mesmo: entender o que já existe antes de propor qualquer coisa. Qlik mal documentado é um ativo caro que ninguém consegue evoluir e reescrever do zero raramente é a resposta mais barata.
Da extração ao app publicado
O caminho é o mesmo de qualquer projeto sério de BI. O que muda é a ferramenta em cada etapa.
- Script de carga. A camada de ETL do Qlik, escrita para ser lida por outra pessoa depois: seções nomeadas, variáveis no topo, conexões parametrizadas em vez de caminhos fixos espalhados pelo código.
- Camada de QVD. Extração e transformação separadas em estágios, com os dados intermediários persistidos. É o que faz a recarga cair de horas para minutos e deixa de bater no sistema de origem toda vez.
- Modelo de dados. Modelo estrela, chaves sintéticas eliminadas e referências circulares resolvidas. O motor associativo é rápido, mas não perdoa modelo mal montado.
- Expressões e set analysis. Cada indicador definido uma vez, com a regra de negócio registada ao lado. Comparativos de período e recortes que não quebram quando o utilizador filtra outra coisa.
- Construção do app. Um recorte por perfil e uma navegação que aproveita o que o Qlik faz de melhor: seguir o raciocínio de quem investiga, em vez de obrigar a voltar ao começo a cada pergunta.
- Publicação governada. Streams organizados, Section Access por perfil de acesso, recarga agendada e registo compatível com o RGPD.
QlikView e Qlik Sense não são a mesma coisa
QlikView entrega análise guiada: o documento é desenhado por quem constrói, e o utilizador navega dentro do que foi previsto. Qlik Sense é self-service: o utilizador monta as próprias visualizações sobre o modelo publicado.
São filosofias diferentes, e a escolha não é sobre qual é mais novo. Operações com processo fechado e utilizador que precisa de resposta rápida costumam funcionar melhor no formato guiado. Equipas analíticas que exploram dado por conta própria rendem mais no self-service. Atendemos os dois, e quando faz sentido migrar, dizemos e quando não faz, também.
O que fica com você no fim
A entrega termina quando a sua equipa consegue evoluir o que construímos sem depender de nós.
- O script documentado. Comentado seção por seção, com a origem de cada tabela e o motivo de cada transformação.
- O dicionário de métricas. A regra de negócio de cada indicador escrita em português, não só em set analysis.
- Capacitação da equipa. Para criar novas visualizações sobre o modelo existente sem partir o que já está em produção.
- Plano de manutenção. O que fazer quando uma fonte muda de formato ou a recarga começa a demorar demais.
Como conduzimos
Começamos por um diagnóstico do que já está no ar: script, modelo, tempo de recarga e quais apps as pessoas realmente abrem. Em ambiente Qlik antigo esse levantamento costuma revelar metade do trabalho logo de cara e é melhor descobrir antes de assinar. Em seguida desenhamos a arquitetura e apresentamos o escopo para aprovação. A implementação acontece em ciclos curtos, com o primeiro app em produção rápido.
Como medimos o resultado
Os indicadores de sucesso são combinados no início, e são de negócio, não de ferramenta. Nos nossos projetos os mais frequentes são horas de trabalho manual devolvidas à equipa, redução de perda operacional e ganho de margem por recorte de carteira.
Sobre este serviço
Nosso QlikView é antigo e ninguém documentou. Vocês pegam?
É o cenário mais comum que nos chega. Começamos por um levantamento do que está no ar script, modelo e quais documentos as pessoas de facto usam e devolvemos um mapa do ambiente antes de propor qualquer mudança. Muita coisa que parece precisar de reescrita só precisa de documentação e ajuste de modelo.
Devemos migrar de QlikView para Qlik Sense?
Depende de como a sua equipa usa a ferramenta, não da data de lançamento. Se as pessoas consomem análise pronta e precisam de resposta rápida, o formato guiado do QlikView pode continuar servindo bem. Se a equipa quer montar as próprias visualizações, o Sense entrega mais. Avaliamos os dois cenários e recomendamos o que couber inclusive ficar onde está.
A recarga está a demorar horas. Tem solução?
Quase sempre. O gargalo mais comum é o script ir direto à origem a cada execução, sem camada intermediária. Separar extração de transformação e persistir os dados em QVD costuma derrubar o tempo de forma significativa e para de sobrecarregar o sistema de origem no meio do expediente.
Vocês também trabalham com Power BI?
Sim, e é a plataforma mais frequente nos nossos projetos. A escolha segue o ecossistema que você já tem, não o contrário. Quando faz sentido trocar, também fazemos a migração entre as duas, nos dois sentidos.
Quem mantém os apps depois?
Sua equipa, com a documentação e a capacitação que fazem parte da entrega. Se preferir não montar essa estrutura internamente, mantemos via contrato de outsourcing.
Vamos olhar os seus números juntos
Uma conversa de 30 minutos costuma ser suficiente para identificar onde está o dinheiro parado na sua operação.
Entendemos processos antes de indicar tecnologia. Automação, dados, inteligência artificial e sistemas sob medida para empresas que buscam mais eficiência, controlo e escala.