Saúde
Ocupação, glosa, desfecho clínico e custo por procedimento. O dado assistencial e o financeiro precisam se encontrar e quase nunca se encontram.
Falar com um especialistaA glosa é a conta que chega depois, quando não dá mais para discutir.
Na saúde, dois mundos convivem sem se falar. O assistencial regista atendimento, procedimento e desfecho; o financeiro regista faturação, repasse e glosa. Quando a glosa chega, quase sempre é tarde demais para reunir a evidência que a contestaria.
O mesmo vale para o custo. Sem cruzar procedimento com insumo, tempo de sala e permanência, o custo por procedimento vira rateio grosseiro e decisão de contrato é tomada em cima dele.
O que podemos melhorar
- Qual procedimento, qual convênio e qual glosa concentram a maior perda?
- Qual é o custo real por procedimento, com insumo, tempo de sala e permanência?
- A taxa de ocupação está a ser lida com a mesma régua em todas as unidades?
- Qual contrato de convênio dá resultado depois da glosa histórica?
- Quanto da faturação se perde por documentação incompleta e evitável?
Soluções aplicáveis
- Governança de Dados. Primeiro de tudo: dado de paciente exige acesso mínimo e registo de auditoria.
- Business Intelligence. Assistencial e financeiro no mesmo painel, com recorte por unidade e convênio.
- Integração e Automações AI. Conferência automática do que costuma gerar glosa, antes de a faturação sair.
Indicadores e processos
Os que aparecem na maior parte dos projetos do setor. O conjunto final é sempre definido com você indicador que ninguém usa é peso morto no painel.
- Faturação e glosa. Índice de glosa por convênio e por procedimento, glosa recuperada, valor médio da glosa, tempo de fecho da faturação, faturação por leito e por sala.
- Ocupação. Taxa de ocupação por unidade, tempo médio de permanência, giro de leito, taxa de utilização de sala cirúrgica, absenteísmo em agenda.
- Custo. Custo por procedimento com insumo e tempo de sala, custo por paciente-dia, consumo de material contra protocolo, custo de OPME.
- Assistencial. Taxa de readmissão, tempo até atendimento, indicadores de desfecho por linha de cuidado, taxa de infecção. Sempre em recorte agregado e despersonalizado.
Como conduzimos
Começamos pela camada de governança, e não por vontade metodológica: dado de paciente exige controlo de acesso e registo de auditoria desde o primeiro dia. Em seguida integramos as fontes assistenciais e financeiras, que é onde o valor aparece. A conferência automática de glosa costuma ser a primeira entrega a se pagar, porque atua antes de a faturação sair.
Como medimos o resultado
Os indicadores mais frequentes são redução de glosa, custo por procedimento, taxa de ocupação com régua única e tempo de fecho da faturação.
Sobre este setor
Como fica o RGPD com dado de paciente?
É requisito desde o desenho, não etapa final. Acesso mínimo por perfil, registo de auditoria e mapeamento de onde o dado pessoal está e com que finalidade. Para análise agregada, trabalhamos com dado despersonalizado sempre que a pergunta permite e quase sempre permite.
Nosso sistema de gestão hospitalar é fechado. Dá para extrair?
Na maior parte dos casos, sim. Onde existe API ou base acessível, usamos; onde não existe, há outros caminhos de extração. Sistema fechado entra no dimensionamento de prazo, não inviabiliza.
Dá para prever glosa antes de faturar?
Dá, e é onde o retorno aparece mais rápido: as glosas repetem-se em padrões conhecidos, e regra de conferência automática barra boa parte antes do envio. Modelo preditivo entra depois, sobre o histórico já organizado.
Isso serve para clínica, ou só para hospital?
Serve para os dois; muda o escopo. Em clínica o foco costuma ser agenda, ocupação e glosa; em hospital entram permanência, custo de sala e desfecho.
Quanto a glosa custa por ano?
Trinta minutos de conversa costumam bastar para dimensionar.
Entendemos processos antes de indicar tecnologia. Automação, dados, inteligência artificial e sistemas sob medida para empresas que buscam mais eficiência, controlo e escala.